Transformação bancária: a nova cara das instituições financeiras

Quem nasceu antes da popularização da internet se lembra como os processos bancários eram predominantemente demorados e burocráticos. Atualmente, com os bancos digitais,  as filas não são mais necessárias. Muito menos o pagamento de diversas taxas ou assinaturas em pilhas de papel. Veja como aconteceu a transformação bancária. E entenda o processo de mudança das gigantes do mercado financeiro:

Os bancos digitais

Mais de 200 anos depois da criação da primeira instituição financeira brasileira, tivemos o “boom” dos bancos digitais. O Intermedium (agora Banco Inter) foi um dos primeiros a operar 100% online no Brasil. Além disso, trouxe ao mercado vantagens nunca vistas antes – zero taxas.

O Intermedium nasceu oferecendo crédito imobiliário, mas, em 2014, a instituição lançou uma conta corrente gratuita. Agora, apenas como Inter e com mais de 3 milhões de correntistas, o banco está na lista da KPMG, que retrata as principais fintechs  do mundo – 26º colocação.

Outra instituição que fez tremer o mercado financeiro brasileiro foi a NuBank. Chamada de Empresa Unicórnio, começou sua trajetória oferecendo cartões de crédito internacionais sem taxas. Em 2018, o surgiu a NuConta e, com ela, os serviços de débito. Por fim, a NuBank está na 16º posição na lista da KPMG.

Os bancos físicos

Com a chegada das fintechs, que levantaram a bandeira das operações descomplicadas e com menos burocracia, os bancos tradicionais perderam espaço. Em 2019, o Itaú anunciou o fechamento de mais de 400 agências em todo o Brasil. O Bradesco, por sua vez, vai fechar 300 agências até o final de 2020.

A concorrência com os bancos digitais é quase desleal. Uma instituição 100% online possui um custo operacional bem menor em relação à tradicional, visto que não têm agências ou um grande número de funcionários.

Ultimamente, os bancos tradicionais vêm tentando estratégias para competir e bater de frente. Um exemplo foi a criação do Banco Next, um “filho” do Bradesco. Apesar de possuir uma taxa mensal de R$9,99, ela ainda é bem menor que as dos bancos tradicionais. A do Bradesco (básica), por exemplo, é de R$33,75 mensais. 

O resultado da transformação bancária

A migração para o digital, aparentemente, é inevitável. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou, em um almoço na Febraban (Federação Brasileira de Bancos), em 02/12: “Não é questão de ser fintech ou ser banco, todo mundo vai ter de ser digital”.

Atualmente, todos os bancos possuem um aplicativo. Dados divulgados pela Febraban indicam um aumento de 24% em operações financeiras por celulares. Ou seja, 6 a cada 10 transações são feitas por aplicativos, sejam dos bancos tradicionais ou dos digitais.