Rota 2030: uma nova aposta no mercado brasileiro

Novas metas para fabricantes de veículos e autopeças. Essa é a base do novo programa brasileiro intitulado de Rota 2030. O nome não é a toa: o objetivo é, em 13 anos, recolocar o país no escalão dos maiores mercados de veículos do mundo.

O que muda com isso?

O plano que sucede o Inovar-Auto (que acaba em Dezembro), terá impacto na cobrança de Impostos sobre Produtos Industrializados (IPI). O que ditava os valores era a capacidade volumétrica do motor – por exemplo, um 1.0 pagava menos que um 2.0.

Com essa nova proposta, o principal critério para determinar o imposto se torna a eficiência energética, o que favorece diretamente os modelos econômicos, híbridos e elétricos.

 Igor Calvet, secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) revelou a intenção do programa: “Queremos desenhar um programa que vai além dos ciclos políticos”

Segurança e Sustentabilidade

Outro aspecto que surge com a Rota, é a instauração, por parte do Governo, de um sistema de pontuação de quesitos de segurança de cada modelo. Tudo isso seguindo os moldes do programa de etiquetagem realizado atualmente. Nele, as montadoras são obrigadas a relatar ao consumidor o consumo de combustível e a emissão de poluentes. Até o dia 30 de Agosto, pretende-se definir formalmente esses critérios.

Novas fábricas

Quanto a permanência de fábricas de luxo que entraram no país no período equivalente ao Inovar-auto, Calvet admitiu ao Estado de São Paulo que a alta capacidade ociosa de algumas plantas deixava a situação complicada, fazendo com que crescesse a probabilidade até de saírem do país.

Autoridades, por outro lado, garantem que o objetivo é deixá-los aqui. A qualificação profissional e o investimento em tecnologia feitos pelas empresas aqui instaladas são de proveito nacional. A chance de o Governo conceder uma regra de exceção, válida pelo período de recuperação da economia – pelo menos – é grande.

Autopeças

No que diz respeito à indústria de autopeças, a Rota 2030 pretende lançar o plano Indústria Competitiva. Sua intenção é sanar os problemas existentes na cadeia de fornecedores. Para isso, a qualificação dos fabricantes se torna a opção disponível. Outras medidas seriam o estímulo da entrada de novas empresas no mercado, e a atuação conjunta com montadores, visando a busca por inovações tecnológicas.

Para finalizar, haverá a federalização das inspeções veiculares. Antes, estas eram feitas por Estados e Municípios. O objetivo disso é a retirada de carros mais antigos e que poluem muito, incluindo possíveis caminhões.