Rota 2030: um novo passo ao mercado global

Mudança de foco

Para quem não sabe, o projeto intitulado de Rota 2030 deve substituir o Inovar-Auto, que têm seu vencimento em 2017. Apesar dessa substituição, que se baseia na função de regrar o setor automotivo, os dois não dialogam na essência. Enquanto o Inovar-Auto fixava metas de produção e manufatura, o Rota 2030 foca na atuação e nas atividades do setor.

Legislação

A legislação do Rota direciona a produção para o mercado nacional e internacional. A América do Sul se apresenta como um mercado que não dá para menosprezar. São 3,5 milhões de veículos ao ano. Porém a intenção é não se isolar do mundo. O caminho que se busca com o novo projeto, vai contra essa concepção: a exportação é vista como oportunidade de crescimento e acesso a mercados que podem ter reflexos positivos na indústria.

Desempenho atual

O potencial de exportação do Brasil vem sendo mostrado nos últimos tempos. Em 2017, até o momento, foram produzidos 1,48 milhões de veículos, sendo que mais de um terço deles se destinou ao mercado externo.

Futuro

Para o Rota 2030 ter seus objetivos alcançados e ser desenhado como se planeja, o governo, o Sindipeças e especialistas do setor precisam caminhar juntos. O presidente do Sindipeças, Dan Ioschpe, ignora movimentos em direção à produção baseada em metas, acreditando na instauração do fluxo de exportações e carros ecológicos, e com enorme segurança, como fonte de um crescimento maior.

Em relação ao avanço da causa mediante ao governo atual, ele acrescenta:  “Estamos falando de uma visão para o País. O Brasil precisa encontrar uma agenda que contemple a integração competitiva. É algo que se auto-alimenta independentemente de um governo ou de outro e traz otimismo e atratividade para novos investimentos”