Robôs e humanos: como essa relação definirá o futuro das profissões

Para desvendarmos o futuro das profissões, devemos começar com uma viagem no tempo. O ser humano sempre procurou meios de facilitar o seu dia a dia. Desde a revolução agrícola, 10 mil anos a.C., substituímos a mão de obra braçal por animais domesticados. Na 1ª revolução industrial, criamos máquinas que assumiram o papel do homem em tarefas pesadas. 

Durante a guerra fria, o avanço tecnológico extinguiu diversos empregos. Um exemplo disso são as calculadoras. Pessoas especializadas, acima de tudo, em fazer cálculos matemáticos – elas são muito bem retratadas no filme Estrelas Além do Tempo. Veja o seu trailer a seguir: 

Até modelos de negócios deixaram de existir por conta da tecnologia. Você se lembra das locadoras de vídeo? Perderam seu lugar para os serviços de streaming, em um piscar de olhos. Mas a questão principal aqui não é o que foi substituído, e sim o que será.

Profissões que (provavelmente) serão extintas

Do mesmo modo que ocorreu com as calculadoras, diversas profissões que hoje empregam muitas pessoas deixarão de existir no futuro. O telemarketing e o atendimento ao telefone são exemplos de empregos que estão com seus dias contados.

Você provavelmente já conversou com um deles. As mensagens automáticas são chamadas de chatbots – podem ser encontrados tanto em telefones quanto em chats na internet. Sua atuação gerou uma recente polêmica. Principalmente devido ao fato de ligarem para a casa de algumas pessoas, e automaticamente a linha cair.

A tradicional ocupação de carteiro também está fadada a extinção. A Amazon – empresa de e-commerce – já realiza algumas entregas de produtos via drone. A Pizzaria Domino’s, da mesma forma, se situa em fase de testes, no que diz respeito ao uso de veículos autônomos para entregas.

Hoje, os robôs já podem dirigir, cozinhar, servir e até trabalhar na área do RH. O portal  “Will Robots Take My Job?” mostra as chances que cada atividade tem de perder espaço para máquinas. Os dados apresentados são embasados por uma pesquisa da Universidade de Oxford.

Profissões salvas

Nem todas as carreiras correm o risco de perder o seu espaço. As profissões que envolvem criatividade e que necessitam de empatia estão a salvo. Consequentemente, advogados, dentistas, engenheiros mecânicos e jornalistas (de algumas áreas) podem ficar despreocupados. 

Cuidar de idosos ou de pessoas que necessitam de auxílio é um trabalho que precisa de contato humano. Para exercer essa função, a compaixão e diferentes graus de compreensão são imprescindíveis: habilidades que não podem ser programadas.

As atividades artísticas, como a de pintores, artistas plásticos, designers e escritores, não devem ser extintas. Um dos aspectos mais abordados na ficção cientifica questiona se os robôs são capazes de criar algo do zero. Por enquanto, isso não é possível. Talvez nunca veremos uma música ou um livro criado por inteligência artificial.

Novas profissões

Caso sua profissão perca espaço no mercado, você não precisa se desesperar. As calculadoras da Nasa estudaram e viraram programadoras de computadores, oficio que até então não existia e hoje é bastante comum.

Um dos empregos que poderão surgir no futuro é o de especialista em proteção de dados. Um profissional focado na proteção de dados digitais. Dentre suas atividades estão a criptografia de informações pessoais e empresariais. 

Além disso, outra ocupação que deve surgir é a de corretor de dados pessoais. Este profissional irá monitorar e comercializar dados pessoais de uma pessoa e irá buscar meios de maximizar os ganhos em bolsas de dados. 

Por fim, a função de curador de memórias deve crescer bastante. Esta pessoa basicamente será um historiador pessoal, e recriará momentos utilizando memórias, fotografias e fontes históricas para quem perder a memória.

E agora?

Não é necessário se desesperar com o futuro. Apesar de inevitável, a mudança não surgirá de uma hora para outra. Como qualquer outra transformação na história, ela será, certamente, gradual e lenta.