Por que carros elétricos reproduzem sons artificiais?

Seja você apaixonado por velocidade ou não. É impossível negar que o ronco dos motores é responsável por gerar aquela adrenalina e arrepio na espinha. Por esse motivo, muitas montadoras dedicam esforços para criar sonoridades características. Os sons artificiais que atendem aos caprichos dos amantes do mundo automotivo.

Apesar disso, em alguns casos, o som pode não ser real. Afinal, algumas marcas vêm adotando os roncos eletrônicos aos seus modelos. É o caso da tecnologia Soundaktor, da Volkswagen, por exemplo. O sistema amplifica o som dos carros.

NÃO É SÓ PELO SOM

Além do fator sonoro, existe também uma questão de segurança quando falamos sobre sons em carros elétricos. Na ausência de combustão, os motores não apresentam quase nenhum ruído, o que pode ser um risco para pedestres e outros motoristas.

Tendo isso em mente, sistemas que reproduzem ruídos artificiais foram adotados como medida de segurança para veículos totalmente elétricos e até mesmo para os híbridos.

O QUE AS MARCAS FAZEM

A BMW i8, por exemplo, é um híbrido que possui a tecnologia Active Sound Design – capaz de identificar todos as manobras feitas pelo motorista e criar sons potentes tanto para o ambiente externo do carro, quanto para o interno.

Do lado de dentro, o próprio sistema de som do superesportivo é responsável pela emissão dos sons produzidos pelo sistema. Por outro lado, fora do carro, o som parte de um dos escapamentos que é, na verdade, uma estrutura que carrega um alto falante.

Os sistemas de criação de “roncos fake” e a disposição dos alto falantes costumam variar entre montadoras. Entretanto, a tecnologia é, de fato, uma realidade presente em diversos modelos.

O QUE ACONTECE LÁ FORA?

Na Europa, já existe uma lei que obriga todos os carros elétricos a utilizarem sistemas que emitam sons artificiais. O Sistema de Alerta Acústico do Veículo trabalha quando os veículos circulam em velocidades baixas. Isso quer dizer: abaixo de 20km/h ou de ré. A lei vai passar a valer a partir de 2021.