Por que algumas montadoras oferecem resistência ao GNV?

Para parte dos brasileiros, o GNV, também conhecido como Gás Natural Veicular, é uma forma de abastecimento vantajosa. E de fato é. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), ele possui vantagem de 50% na comparação com a gasolina e de até 60% para o Etanol. Mas, por que algumas montadoras não investem nele?

Nos últimos anos, algumas marcas como a Fiat e a Volkswagen até chegaram a desenvolver projetos para modelos com GNV de fábrica. No entanto, apesar do esforço, a recepção do público não foi calorosa. Entre os motivos para a resistência dos potenciais compradores estavam a baixa potência, os cuidados demasiados durante o uso e abastecimento, o espaço reduzido no porta-malas e, é claro, um investimento maior.

Um exemplo é o modelo Grand Siena Tetrafuel, desenvolvido pela Fiat. Uma opção desejável para aqueles que procuravam um carro de passeio. Além do GNV, ele trazia a opção da gasolina e do etanol. Mas com o GNV, o desempenho era bem menor, fazendo de 0 a 100 km/h em 15,1 segundos contra 13,8 e 12,9 segundos com gasolina ou etanol. Já o preço, R$ 46.510.

Devido a recepção negativa, investir nessa forma de combustível para novos modelos tornou-se uma opção inviável. É importante lembrar que os atuais motores a combustão foram projetados para a gasolina ou diesel. Para as fábricas investirem no motor a gás, elas precisariam de, no mínimo, um retorno à altura. Isso porque o desenvolvimento do sistema em massa exigiria um alto valor.

Apesar da visão negativa de muitos, GNV é uma das melhores saídas para o setor automotivo alcançar sustentabilidade. Devido a sua produção a partir do metano, ele induz em uma alta redução na emissão de poluentes. Outro ponto a se ressaltar, é a sua versatilidade, já que pode ser instalado em qualquer automóvel.

E para você, o GNV é uma opção?