Os países em que a Uber não pode mais atuar

Não é novidade para ninguém que a Uber não agradou todo mundo. A guerra entre os motoristas do aplicativo e os taxistas é longa e está longe de acabar. Se trata, basicamente, de uma batalha comercial, cujos campos são as ruas e os palanques. Em alguns locais, o Uber já foi proibido de atuar. Por exemplo, na Colombia e na Hungria. 

Desde sua chegada no Brasil, em 2014, a Uber sofreu diversas tentativas de retaliação por parte dos taxistas. Em São Paulo, algumas medidas foram tomadas a fim de regularizar os motoristas de aplicativos. Certamente, algo que não agradou os motoristas de táxis.

“Somos contra, não é justo regulamentar o que vem de fora [do Brasil]”, afirmou Natalício Bezerra – presidente do Sinditaxi (Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo), em uma entrevista em janeiro de 2019 para a UOL Tecnologia.

Os motoristas de aplicativos foram abraçados pela população e aceitos pelo governos. Isto pelo menos no Brasil. Em alguns países do mundo, serviços como a Uber foram banidos. Mas por que o movimento vem acontecendo? Entenda lendo abaixo.

Colômbia

No dia 1˚ de fevereiro de 2020, a Uber encerrou suas operações na Colômbia. Um decreto originado pelas autoridades locais afirmou que a empresa norte-americana praticava concorrência desleal por ali. 

Os taxistas mostraram seu apoio, visto que desde 2016 se opõem ao aplicativo. A Superintendência da Indústria e Comércio da Colômbia determinou, em dezembro de 2019, a suspensão das atividades da empresa. Isto porque os taxistas viam o modelo de negócio como algo que violava regras do mercado, potencializando uma imigração da clientela.

A empresa declarou que a decisão do governo colombiano foi algo arbitrário. Contrário ao ordenamento jurídico do país e uma violação ao devido processo e direitos constitucionais. A decisão deixou 2 milhões de usuários sem o serviço e 88 mil motoristas sem renda.

Alemanha

Na Alemanha, em 2015, a Uber proibiu que os motoristas utilizassem veículos particulares para realizar corridas. A partir disso, o serviço passou a ser feito por concessionárias  – que alugavam carros desde que os motoristas fossem licenciados.

O cenário no país germânico mudou em 2018. A Justiça alemã proibiu que a Uber operasse por lá. Os motivos, segundo o governo, estavam ligados à falta de licença correta – o que violava as regras de concorrência.

“Avaliaremos a decisão do tribunal e determinaremos as próximas etapas para garantir que nosso serviço na Alemanha continue” – afirmou a Uber alemã em comunicado oficial, em dezembro de 2019.

Hungria

Na Europa Central, mais precisamente na Hungria, a Uber decidiu encerrar suas atividades. Segundo a empresa, isso se deu, acima de tudo, por conta de pressão governamental. Em 2016, a legislação que regulava o transporte de passageiros mudou. Em meio a isso, os taxistas começaram a protestar contra o aplicativo, afirmando que burlava regras.

Após uma série de protestos, o parlamento húngaro aprovou uma lei que impediu a Uber de operar no país. A empresa afirma que foi “forçada” a abandonar o país.

Espanha

Em Barcelona, a Uber suspendeu suas atividades na capital cosmopolita espanhola. O governo local estabeleceu restrições a marca, que teve que sair da região. Além da Uber, o aplicativo espanhol Cabify também foi prejudicado pela legislação. 

Outros países

Além da Bulgária, a Dinamarca é mais um exemplo de país em que a Uber não opera mais. Em 2015, a empresa foi acusada de cometer práticas desleais e permitir que motoristas sem licença profissional se cadastrassem no aplicativo. A pressão dos taxistas se aliou a isso. Como resultado, o governo multou a empresa americana.

O caso que ocorreu na Dinamarca foi semelhante ao da Hungria. Foi em 2017 que o país enrijeceu as regras para aplicativos de transporte. Dessa forma, as operações da empresa foram inviabilizadas. A Uber deixou o país em 2018.