Montadoras dão preferência à produção verde em busca da sustentabilidade

SUSTENTABILIDADE JAPONESA

É na cidade de Xangrilá que a Honda dá um grande passo em direção a sustentabilidade energética. São, primeiramente, nove torres posicionadas em um amplo parque eólico. O curioso é a localização. Interior de São Paulo. Mil quilômetros de distância da sua fábrica. Obviamente, entra em jogo o fator viabilidade.

Os fortes ventos do Brasil possibilitam um grande aproveitamento energético. Além disso, eles tornam possível o plano de diminuir em 30% as emissões de CO2. Mas que emissões? Todas. De produção e dos carros oriundos dela, em uso. Vale deixar claro que esse plano vem de 2000 e tem vencimento em 2020.

NÃO É SÓ ELA

Para os que se perguntam de onde surge essa onda sustentável das empresas, a resposta é clara e simples. Os impactos da industria automotivas não são poucos. E são ruins. Influenciam bastante na relação homem e ambiente. Portanto, atitudes como a apresentada pela Honda, são importantes para promover uma imagem positiva, ou menos negativa.

A montadora, inclusive, afirma que já produz mais energia do que gasta. O que seria um cenário excelente, em comparação com outros players do mesmo setor. Só em 2015, afirma a multinacional que reduziu emissões em 50%.

Apesar de existir o fator imagem, e isso se apresentar como benefício para a Honda, coexistem com ele outros aspectos que motivam a mudança de fonte energética. Há 50% de desconto nas taxas de transmissão e distribuição de energia.

Hoje esse ganho serve para cobrir os gastos da empresa com seu parque eólico. Foram, mais ou menos, 100 milhões de reais investidos no projeto. Logo logo, entretanto, o lucro deve começar a aparecer.

VEM AÍ

O programa Rota 2030, aprovado recentemente pelo governo, deve apresentar mais incentivos para a produção verde. O novo regime se resume, em partes, nas novas metas para a indústria automotiva. Essas incluem, principalmente, desenvolvimento de tecnologias e atenção à fatores ambientais, que devem coexistir com a eficiência produtiva.

OUTRO TIPO DE ENERGIA

A FCA – Fiat Chrysler não ficou de fora do movimento de melhoria energética. Em parceria com a CSEM Brasil, empresa que produz células fotovoltaicas, está desenvolvendo placas solares. Estas geram energia pelo contato com o sol.

Não só os carros elétricos adquirem energia para suas baterias, mas também boa parte das emissões são evitadas. O fato do Brasil possuir uma bela incidência solar contribui para que a ação dê certo. Se pegarmos toda a incidência solar do Brasil e realizarmos uma reforma energética geral, 2,5% das emissões totais do país podem diminuir.