Mobilidade: quanto menos custo, mais navegação

A época em que o consumidor queria um celular para fazer ligações ficou para trás. Hoje em dia, o maior gasto e motivação que o brasileiro tem para comprar um smartphone é o acesso à internet. Não é à toa que o número de linhas móveis vêm caindo no país. Só em Outubro do ano passado, 3,5 milhões de linhas foram desativadas, segundo a Anatel.

O brasileiro está de olho na conta de internet, e despreocupado com os gastos com ligações. A Teleco estimou uma receita mensal de apenas 19,60 por usuário, o que fez com que algumas empresas buscassem alternativas de mobilidade.

O Bradesco, por exemplo, estimulou  a utilização de serviços de mobile banking por meio do pagamento do valor proporcional ao uso de banco de dados dos clientes. Isso quer dizer que quem usasse o aplicativo do Bradesco no celular estaria isento de custos relativos à navegação.

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Em Abril de 2014, o banco lançou a iniciativa Acesso Grátis, que foi a primeira de cobrança reversa de dados no mundo inteiro. Em menos de um ano, o número de clientes dobrou.

A Netshoes foi outra companhia a fazer algo parecido. Em Novembro de 2015, o projeto Navegue Grátis foi viabilizado. O funcionamento dessa ação era baseado no tráfego patrocinado que linkava aos aplicativos da Netshoes e da Zattini sem custo de dados. O resultado foi um aumento de 36% do número total de visitas, e uma decolagem de 267% no índice de pedidos.