Hyperloop: o futuro do transporte em larga escala

Põe velocidade nisso

Uma tecnologia nunca antes vista. Praticamente, um mix de velocidade, custo-benefício, design futurista e, só para frisar, um pouco mais de velocidade. Quem é a única pessoa capaz de aplicar todas essas características em um único projeto e, além disso, tirar as ideias do papel? Sim, mais uma vez ele: Elon Musk.

Impactando todos os setores

Depois de Tesla (empresa automotiva que foca na eletricidade) virar uma verdadeira ameaça para as montadoras de veículos tradicionais, e da SpaceX se tornar referência em exploração espacial privada, o empresário sul-africano deve começar a incomodar as companhias aéreas. Isso porque a Hyperloop Transportation Technologies (HTT) promete mudar a forma como nos transportamos. 

Depois do café em cápsulas

Seu funcionamento é simples. Pelo menos na cabeça de Elon Musk. O Hyperloop é basicamente uma cápsula que viaja dentro de um tubo. Essas cápsulas, ou vagões, são “atirados” por energia elétrica, uma das marcas registradas do filantropo. Fora isso, é usado um tipo de semivácuo, que diminui a resistência do ar criada por conta das altas velocidades do HTT. Vale lembrar que as cápsulas flutuam: não por meio de levitação magnética, mas por meio de um fluxo constante de ar pressurizado, como um disco em uma mesa de hóquei.

O trem, que alcançará velocidade de 1.200 km/h, promete fazer uma viagem de 600 quilômetros, como de São Francisco até Los Angeles, nos Estados Unidos, em apenas 30 minutos, com custo de 20 a 30 dólares por passagem. Para se ter uma ideia, a distância entre São Paulo e Rio de Janeiro é de 450 quilômetros, e seria percorrida em 20 minutos.

Mas quando?

Os testes do Hyperloop estão sendo feitos desde 2015 e, com sorte e dinheiro, as primeiras estações devem operar em 2020. As cápsulas já estão sendo construídas em grande escala na Espanha, e os tubos na China.