Flexibilidade no trabalho: uma realidade na próxima década

O ano de 2020 já é considerado um marco. Uma nova década, novos anos 20, que tanto marcaram o século passado. A expectativa é só uma: revolução. Revolução no campo das necessidades ambientais, da alimentação, da tecnologia, das relações, das pesquisas científicas. Por fim, uma transformação que tende a trazer mais flexibilidade no trabalho. 

Acima de tudo, diversas pesquisas estão sendo desenvolvidas para provar que a grande tendência para as carreiras pode ser definida com uma palavra: flexibilidade.

Recentemente, a consultoria Mercer realizou uma Pesquisa de Tendências de Talentos Globais, cujo principal tema é a flexibilidade permanente. De acordo com o estudo, o termo designa os trabalhos flexíveis que incorporam um estilo de vida digital e fluido. 

A próxima década deve trazer uma realidade de trabalho muito mais tranquila. Isto por meio do nomadismo digital, dos espaços chamados de coworking e o home office. Estes, pelo que tudo indica, passarão a ser adotados com maior intensidade. No Brasil e no mundo.

Independentemente de pesquisas, é fácil saber a razão desse movimento. As empresas, coordenadas por dirigentes com novas mentalidades, perceberam que os funcionários são mais felizes quando não precisam perder horas em congestionamentos, usando transportes públicos lotados. Com a flexibilidade, a qualidade de vida melhora e a produtividade, consequentemente, aumenta. 

Na palestra abaixo, o psicólogo Shawn Achor fala sobre como a felicidade influencia na nossa capacidade de produção:

O CAMINHO

Os desafios para a implementação envolvem a supervisão das atividades. Além disso, depende também da  organização de prioridades, a atenção às cargas horárias e a relação entre as equipes. Segundo apontamento do Linkedin, pelo menos metade dos profissionais dos Estados Unidos trabalha em casa de vez em quando.

Como prova de que a prática traz bons resultados, um levantamento feito pela ADP, especialista em soluções de gestão financeira, apontou que os trabalhadores virtuais tem um engajamento maior que aqueles tradicionais. Em resumo, o percentual é de 29% contra 18%.