Do poço ao posto: entenda o preço do combustível

Uma das maiores preocupações do motorista hoje é o preço do combustível. Principalmente, por não ser um item dispensável e, ultimamente, não estar barato. Mas, existe uma justificativa para os preços altos – que, inclusive, flutuam com frequência.

Para compreender a sua variação no mercado, é necessário considerar diversos fatores, como clima, politica internacional e nacional. O volume na produção de cana de açúcar, tensões militares no Golfo Pérsico e crises politicas são alguns exemplos de elementos que influenciam no valor final dos insumos.

Valores

Atualmente, o mercado de combustíveis é monopolizado pela Petrobras – ela produz, refina e distribui os produtos. Do valor total da gasolina, a estatal fica com 30%. Outros 30% são tributados pelo governo, com ICMS, e mais 16% de CIDE, PIS/PASEP e COFINS.

13% da quantia vista nas bombas é do custo do Etanol Anidro, que é misturado com a gasolina. Os 11% que faltam é a fatia dos estabelecimentos. Então, se supormos que o preço da gasolina é R$5,00, apenas R$0,55 é o lucro dos postos.

Redução

O governo pode interferir de duas maneiras no valor final dos combustíveis. A primeira é reduzindo ou cortando os impostos sobre os produtos. ICMS é arrecadado pelos governos estaduais, e também é a maior fatia na cifra total, e o CIDE, PIS/PASEP e COFINS são recolhidos pelo governo federal.

A alta carga tributária sobre tais insumos é também uma fonte de renda para a administração pública, mas existe uma segunda possibilidade para a redução dos valores. Mudar as politicas de preço da Petrobras. Pelo fato da empresa ser estatal, o governo federal tem controle sobre ela, então as politicas internas da empresa – como as cifras de faturamento – podem ser alteradas.

Fora de controle

Acontecimentos internacionais também afetam o mercado de combustíveis em todo o mundo. Um exemplo recente é a crise no Golfo Persico, entre o Catar e os outros países árabes, em 2017. Apesar de pequeno, o território abriga uma das maiores reservas de gás natural e petróleo do mundo.

As tensões que aconteceram na região afetaram não só as bolsas de valores árabes. O clima no território ocasionou um aumento na cotação do barril de petróleo, que chegou a 1,24% – o que acabou gerando uma inflação de US$50,57 no barril.

Dentro do território nacional, elementos como PIB, investimento externo e relatórios econômicos podem mudar diretamente a valia dos insumos – visto que os impostos são os primeiros a serem afetados. Além dos itens citados, dólar, reformas políticas e especulação financeira abalam, e muito, os custos finais.

As causas apresentadas são apenas alguns exemplos de como funciona, em partes, a variação do preço do combustível. É um cálculo complicado, que envolve diversos fatores que fogem de nosso controle.