Desvendando o conteúdo interativo

NOME AOS BOIS

Primeiramente, quando falamos em conteúdo interativo, é muito provável que você pense em internet. Certamente, um território em que esse tipo de mídia já não é mais novidade. Quem nunca entrou em um site e interagiu com alguma interface ali criada? Já sei. Para ficar mais fácil: quem nunca se deparou com um post no Instagram ou Facebook que o convidava a comentar algo? Ou seja, o provocava.

Poderíamos dar inúmeros exemplos aqui de modalidades que já estão inseridas da sociedade digital. Entretanto, esse não é o intuito dessa matéria. O que queremos aqui, é apresentar um outro tipo de interatividade. Que ainda não é tão comum assim. O conteúdo interativo que vive não só nas séries, mas também nos filmes. Nos clipes. Em mídias de entretenimento.

O REI DO STREAMING 

A razão de levantarmos a pauta do conteúdo interativo? Simples: parece que dessa vez, o negócio está ficando sério. O que isso quer dizer? Acima de tudo, que as inovações estão sendo buscadas. E esse tipo de produção está tomando proporções maiores.

O Netflix, recentemente, resolveu finalizar uma de suas principais séries com um episódio interativo. Na ocasião, foi elaborado um capítulo de alta duração. Mais ou menos o tempo de um filme mesmo. Assim, o usuário seria quem trilha o caminho do enredo.

O primeiro veículo a falar do assunto foi a Bloomberg. Um dos principais canais techs do mundo. Para eles, o Netflix quer fidelizar mais ainda o seu o público. Portanto, investiu em um novo caminho, que não deixar de ser uma grande novidade.

DYLAN 

Em 2016, a Eko produziu um clipe interativo ao lado da Sony. Para ninguém menos que Bob Dylan. Like a Rolling Stone era o nome da música. Muito se falou a respeito. Todos os canais de televisão de voltaram ao feito. Afinal, era um dos grandes do rock aliado a um grande avanço na tecnologia para a música.

Jim Spare, hoje em dia diretor de operações da Eko, tem uma visão específica do assunto. Segundo ele: “é a hora certa para a TV interativa se tornar uma experiência mainstream”. Com certeza, ele fala, acima de tudo, do Netflix.

HBO 

A HBO, uma das grandes transmissoras e enterprises dos filmes, também já fez algo interativo. Foi em 2017. A série era ‘Mosaic’. O que o diretor da trama fez foi algo de outro mundo. Ele basicamente deu ao público o poder de escolher o ângulo da história. Ou seja, quem a contava. Eram três personagens, portanto três possibilidades.

Por meio de um aplicativo, as pessoas poderiam selecionar a visão que achassem mais interessante e mergulhar numa experiência bem curiosa e instigante. O encarregado aqui era Steven Sodenbergh – dono da trilogia ‘Onze homens e um segredo’.

NÃO É A PRIMEIRA VEZ

Black Mirror não é a primeira produção interativa do Netflix. Gato de Botas em sua versão infantil já chama as crianças para escolherem os rumos. A diferença clara, era que, naquela ocasião, a decisão não envolvia complexidade. Os jovens se baseavam no instinto para embarcar em um caminho ou outro. Já em Black Mirror, as decisões envolvem outros fatores: psicológicos.

DO PAPEL PARA A PRÁTICA 

Você já ouviu bastante do que estão fazendo com a interatividade. Vamos explicar como funciona agora. Basicamente, a pessoa dá o play – nada de outro mundo. O filme ou série começa. E vai caminhando. Quando, de repente, o diretor pede sua ajuda.

Aparecem na tela duas ou mais opções para você ser encarregado de escolher. Você opta por uma delas, e aguarda o desenrolar. O filme continua. E assim vai. Em suma, o que acontece aqui é uma parceria entre você e quem realmente dirigiu.

O interessante é assistir o filme mais de uma vez. Para checar como seria o enredo caso você tivesse escolhido outra sequência. É, pelo menos, o que os clientes do Netflix estão fazendo com a 5ª temporada de ‘Black Mirror’ – uma série que mistura a tecnologia do futuro com a sociedade.