Computação Cognitiva: o início de uma nova era tecnológica

O SIGNIFICADO E A ORIGEM

Não se engane. Por mais que o termo ‘Computação Cognitiva’ possa parecer complexo, ele não é. Vamos simplificar aqui. A tecnologia se refere ao novo modo de pensar das máquinas, dos computadores e dos sistemas. Principalmente empresariais.

A intenção do movimento que buscou esse avanço (e conseguiu) é simples. Contraditoriamente, é, ao mesmo tempo, complicada. Vamos por partes. Simples porque é fácil de entender. É direta. O objetivo se baseia na vontade de fazer as máquinas, cada vez mais, pensarem como humanos. Isso no sentido de terem mais ”jogo de cintura”, ou seja, terem a capacidade de pensar em tempo real. E de certa forma lidar com problemas que aparecem no meio do caminho.

Agora, vamos lá. Por que complicada? Essa resposta tem relação direta com o principal diferencial da ferramenta: o Dark Data. Provavelmente você não sabe do que se trata. Poucos sabem. Esse termo se refere basicamente a todos os dados não estruturados, ou seja, de difícil compreensão e leitura que sensores e sistemas digitais geram. Pois bem. A Computação Cognitiva vai contra a maré de eventos mal sucedidos, que tentaram ler esse tipo de dado. Mas, é claro que para chegar até aí o trabalho dos pioneiros foi árduo e desafiador. Foram muitas pesquisas e muito investimento. O retorno foi positivo, pelo menos. 

COMO FUNCIONA

As funções principais do novo sistema são: aprender, raciocinar, argumentar, e tomar decisões em tempo real. Por último, a solução de problemas de maneira rápida, embasada e eficaz também se apresenta como característica transformadora.

Além de todas essas brilhantes funcionalidades, a computação cognitiva também envolve um acúmulo de conhecimento. Isso mesmo. Ela pensa que nem gente. Ela percebe, observa, e aprende tudo que poderia aprender. Tudo para que, no final do dia, o sistema esteja ainda mais preparado para atender as demandas da sua empresa.

ENTRA SISTEMA, SAEM HUMANOS?

Você pode (e deve) estar se perguntando. Poxa, mas essa tecnologia brilhante está surgindo para substituir os humanos? Não. De jeito nenhum. Há quem diga que o ser humano, apesar do surgimento de robôs, carros autônomos e etc, nunca vai perder seu traço único: uma capacidade e lidar com situações que fogem ao protocolo. E, nesse caso, não é diferente.

A intenção é que nenhum funcionário seja substituído. Por mais que as informações possam ser produzidas e analisadas, ainda é preciso eliminar riscos. Explicando um pouco melhor: os seus computadores e sistemas, vão sim ficar mais inteligentes e processar dados com mais eficiência. Mas eles ainda não serão capazes de filtrar elementos humanitários. 

Preconceitos, falas mal elaboradas, racismos, posições ideológicas, posições políticas. Toda essa gama de assuntos com potenciais polêmicas precisará ser analisada por um ser humano, que realizará um trabalho importante. Basicamente, essa pessoa deve estar completamente certa que sua empresa não estará se comprometendo. Externa e internamente.

Fora toda essa responsabilidade, o encarregado de ficar de ‘babá’ do sistema deverá decidir como a informação será usada. Basicamente, ele terá uma mina de ouro na mão. Ele ou ela irá administrar o dado, protegê-lo e passar ele para frente da melhor forma possível.

O MARKETING REINVENTADO

O surgimento da computação cognitiva vai afetar todo o mercado. Agora, o alvo principal da revolução tecnológica iminente vai ser o Marketing. A razão disso? Hoje em dia, é este o setor que mais usa inteligência artificial. A ajuda que essa ferramenta promove para os resultados é imensa. Isso porque ele gera insights do mercado e dos clientes. As campanhas tendem a ser mais assertivas, dessa forma. Pelo menos em teoria.

Com a C.C. entrando em campo, o jogo vai mudar inevitavelmente para os marketeiros. Vai ser possível extrapolar as informações padrões, que todo mundo usa. A dependência das redes sociais, das métricas comuns, e de e-mails vai dar lugar à uma nova dinâmica. As experiências ficarão mais personalizadas, pois a análise do perfil, da demanda, e de todo o comportamento será muito mais apurada e embasada. Difícil pensar no que não será possível fazer e pensar.

A CORRIDA

Os CEOs das principais companhias do mundo já declaram que querem, de imediato, aderir à nova tecnologia disponível. Entretanto, isso só deve ser possível para os grandes players. Como tudo inédito e revolucionário que surge por aí, o preço do sistema vai ser muito alto. Centenas de milhões de doláres.

A pessoa que tiver isso em mãos precisa arriscar. Mais do que incrementar seu lucro, será preciso considerar que o novo parâmetro de tecnologia irá afetar todas as áreas da empresa e o sistema de comércio, provavelmente de maneira integral. Será uma completa transformação. Que deve ser viabilizada e feita por quem tem coragem e visão.

Planejamento nunca é demais. Quem se prepara está sempre um passo à frente. Na medida em que a computação cognitiva aparece para salvar uns e matar outros, os players que vão, de fato, pagar caro para ter algo brilhante, precisam ter certeza que o terreno está arrumado e pronto para receber o upgrade.

Quais são meus problemas organizacionais? Essa é a principal pergunta a ser feita. A reflexão a partir dela leva ao caminho correto. Saber como a ferramenta irá ajudar a empresa. Basicamente, é de extrema relevância que se trace uma visão. Aí sim, podem ser aplicados os esforços.

Uma vez instalada a nova dinâmica de trabalhar os dados, o relacionamento da companhia com a coleta de dados vai mudar, naturalmente. A cultura, acima de tudo, deve sofrer grandes alterações. Principalmente para quem trabalha com o T.I. Porém, primeiro vem a a parte complicada e depois vem o benefício. A organização é primordial para receber bem a tecnologia. Feito isso, é colher frutos. É aproveitar a tecnologia que o homem pensou. Curiosamente, ela pensa como o homem. Irônico, mas produtivo.