Como as oficinas e autopeças estão agindo diante a crise do COVID-19?

 O Coronavírus (COVID-19) está afetando toda a cadeia produtiva, desde o consumidor final, até as grandes montadoras. Veja algumas dicas para driblar a crise.

O Novo Coronavírus, também chamado de COVID-19, é uma doença causada pelo vírus SARS-CoV-2, um patógeno que faz parte de uma das famílias mais comum de vírus, a família Corona. Desde que se espalhou pelo mundo, a doença mudou toda dinâmica mundial, com restrições de viagens e abertura de comércios.

Desde que a quarentena foi implementada em diversas cidades do Brasil, apenas os comércios e serviços essenciais tem a permissão de permanecer abertos. Mas o que define algo essencial? Pela lei de Emergência em Saúde Pública, são locais que vendem comida, medicamentos, combustível e, mais recentemente, oficinas mecânicas e autopeças.

Desde o dia 22 de março, o governador do Estado de São Paulo, João Dória (PSDB), permitiu que as oficinas mecânicas continuassem abertas, durante a quarentena. A decisão agradou muitos, mas algumas regras devem ser seguidas, para que evite uma disseminação maior da doença.

O decreto estadual nº 64881, de 22 de março de 2020, decretou estado de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) em decorrência da Infecção Humana pelo Novo Coronavírus. Em um dos incisos estabelece que o serviço de oficinas mecânicas é essencial para o funcionamento da cidade.

“§ 1º O disposto no “caput” deste artigo não se aplica a estabelecimentos que tenham por objeto atividades essenciais, na seguinte conformidade:

[…]

3. abastecimento: transportadoras, postos de combustíveis e derivados, armazéns, oficinas de veículos automotores e bancas de jornal”

As oficinas e as autopeças precisam tomar alguns cuidados, em relação a higiene do ambiente. Segundo o Instituto de Qualidade Automotiva (IQA), os funcionários de tais estabelecimentos devem ficar tranquilos, pois é possível manter as atividades, quase normalmente, e evitar o contágio do COVID-19.

Dentro das oficinas

mecânico se prevenindo contra o COVID-19 usando uma máscara

Para as oficinas mecânicas, de acordo com o IQA, não receber os clientes dentro do estabelecimento é muito importante. Utilizar o serviço “leva e traz” é essencial para manter todos os funcionários seguros e os clientes satisfeitos.

Ao receber o automóvel na oficina é necessário tomar alguns cuidados, assim como em qualquer outra situação. A higienização do veículo deve ser a primeira coisa a se fazer quando ele chegar no ambiente, principalmente nos locais que há um contato constante, eles são:

  • Maçanetas externas;
  • Volante;
  • Manopla;
  • Forração lateral;
  • Alavanca de câmbio;
  • E acessórios internos que possam ser manuseados pelo mecânico.

Além disso, os bancos, volantes e manoplas devem ser protegidas. Após o serviço, o veículo deve ser higienizado novamente, para garantir a saúde do cliente. Também é essencial evitar pagamentos em dinheiro e sempre desinfetar a máquina de cartão depois de usada.

Conscientizar os funcionários das boas práticas é outra tarefa essencial para evitar um contágio interno. E, acima de tudo, disponibilizar os EPIs necessários para cada funcionário, como máscaras e álcool em gel 70%, é imprescindível.

Dentro das autopeças

As medidas de segurança também devem ser seguidas pelas lojas de autopeças. O Instituto de Qualidade Automotiva também aconselhou os funcionários de tais estabelecimentos a seguir alguns protocolos de prevenção ao COVID-19.

Para quem trabalha no estoque e está constantemente mexendo com as peças, é essencial que a pessoa lave a mão sempre que possível e utilize o álcool em gel com frequência.

Para quem trabalha no balcão, é importante evitar o contato físico com os clientes e aconselhar eles a utilizar o cartão de crédito ou débito. A higienização do balcão é uma das tarefas mais importantes, pois é um dos lugares que há mais chances de infecção.

Ações simples 

Além dos conselhos da IQA, existem outras medidas que evitam o contágio. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ações simples de higiene básica e o uso de uma etiqueta respiratória padrão, pode evitar que as pessoas sejam infectadas, tais atitudes são:

  • Lavar a mão com frequência;
  • Usar álcool em gel 70%, sempre que possível;
  • Tapar a boca com o braço ou um lenço sempre que tossir ou espirrar;
  • Evitar levar as mãos ao rosto;
  • Tirar a roupa e tomar banho logo depois que voltar para casa.

COVID-19 prevenção

Outras alternativas

Toda a dinâmica mundial mudou, muitas fábricas deixaram de produzir e fez o número de pessoas circulando nas cidades reduzissem bastante. Para contornar tais problemas, algumas autopeças estão realizando o serviço de delivery e também fazendo vendas via e-commercers.

Aplicativos como o Rappi, oferecem serviços de compra de produtos a distância. O app engloba também as autopeças, assim o mecânico ou o cliente pode comprar desde uma simples vela, até um disco de freio, por exemplo.

As grandes varejistas, como as Casas Bahia e Magazine Luiza, transformaram os vendedores das lojas em vendedores virtuais. Essa alternativa permite que clientes conversem com os funcionários dos estabelecimentos sem que eles sejam expostos ao risco de contágio.

Muitas oficinas estão operando de portas fechadas, por isso manter o relacionamento com os clientes é importante. Ajudar mesmo a distância é uma maneira de não perde-lo.

Futuro do mercado

Como será o mundo depois do COVID-19? Quanto mais tempo a doença durar, maiores serão os seus efeitos. Com toda certeza a higiene das pessoas vão mudar, o álcool em gel vai virar algo rotineiro e o isolamento vai valorizar as relações familiares.

O mercado também vai mudar, talvez aprenderemos a criar reservas para tempos de crises, ou que surjam soluções criativas para continuar trabalhando, mesmo de longe. A questão principal é que o mundo não será mais o mesmo depois do Coronavírus, nem as pessoas serão.