A produção de energia solar na China é um exemplo a ser seguido

A China é uma das maiores potências comerciais do mundo e a segunda maior economia do planeta. Além disso, o território asiático é o maior produtor de energia solar – título que detém desde 2013.

São diversos projetos voltados para a arquitetura solar. O investimento na área foi mais de US$ 132,6 bilhões em 2018. Valor tão alto que os consagraram como referência mundial na geração de energia limpa. Mas a questão principal é: como o Brasil pode aprender com a produção fotovoltaica chinesa? Confira aqui:

Panorama brasileiro

No Brasil, apenas 1% da eletricidade consumida é proveniente de usinas solares, captação que chega ao entorno de 2,8 gigawatts/ano. Em contraste, na China são 130 gigawatts anuais. Apesar disso, nosso país está crescendo no setor.

O primeiro investimento neste tipo de energia se deu em 2012. Diferentemente da China, os painéis solares brasileiros não são produzidos internamente, e, mesmo assim, seus valores foram reduzidos em 80% nos últimos 10 anos – segundo Bárbara Rubim, vice-presidente da Absolar e CEO da Bright Strategies.

Projetos chineses

A produção fotovoltaica é pauta para diversos projetos. O investimento na tecnologia é tão alto que a energia proveniente do Sol é mais barata que a gerada pelo carvão (principal matriz energética da região). A razão disso se resume no preço da arquitetura solar, o qual é extremamente baixo.

A eficiência da energia limpa no território chinês é altíssima. As fazendas solares são as principais fornecedoras da matriz renovável na região – seu tamanho as torna até mesmo atração turística. Além disso, a China apresenta estradas solares –  vias comuns, cujo asfalto são painéis fotovoltaicos.

Outro projeto ambicioso visa realizar fotossíntese artificial para captação energética diretamente do espaço. O plano mirabolante tem o objetivo de construir uma base espacial que capte os raios vindos do Sol. A transferência para Terra seria via laser ou ondas. O projeto tem previsão de início para 2025.

O que o Brasil pode aprender?

O primeiro ensinamento que os chineses podem passar é o esforço. Tanto em pesquisa, quanto em estímulos para a indústria.

Acima de tudo, temos o fato de que a geografia da China não é propícia para a instalação de painéis – diferentemente do Brasil. Mas, mesmo assim, os chineses estudam e buscam otimizar o espaço para a instalação de fazendas solares. Um exemplo de persistência, e um símbolo de atitude que valoriza o meio ambiente.

Em segundo lugar, a busca por alternativas. O desenvolvimento de projetos que mostram que as mentes não estão paradas, e, mais do que isso, existe uma constante busca de melhoria.

Apesar de tudo, o investimento brasileiro na produção de energia renovável cresce. Por meio de incentivos fiscais, o governo brasileiro estimula a geração de energia fotovoltaica, através de linhas de financiamento com juros baixos.

Seus índices e volume já deveriam ser maiores do que temos. Mas precisamos valorizar mudanças gradativas. E enxergar a luz no final do túnel.