A história do Google

Um breve relato dividido em 9 capítulos. Descubra como o Google chegou ao topo. 

Para falar do Google, é preciso falar de globalização. O processo que tornou o fluxo de informações mais fácil e eficiente. Que eliminou fronteiras, que aproximou pessoas. Nenhuma outra empresa simboliza tão bem o que aconteceu no começo desse século. A organização das informações foi impactada de maneira incisiva. Do nada, a internet viu sua utilidade crescer de maneira imensamente impactante.

Sim, o Google fez parte disso. Aliás, não só fez parte, como foi protagonista. E hoje em dia, todos conhecem a famosa caixa de pesquisa em branco que pode te transportar a diversos lugares, te dar acesso a incontáveis informações. Te falar o que ler, o que fazer, quanto pagar, para onde ir, entre outras coisas.

Se ficarmos aqui citando todas as possibilidades existentes na plataforma, esse texto não irá ter fim. Porém, aqui vai um diferencial: o interessante do Google é que muitas vezes procuramos algo e acabamos nos surpreendendo com opções novas que a plataforma promove. Dessa maneira, descobrimos o seu brilho: oferecer muitas vezes mais do que você espera.


CAPÍTULO 1: COMO TUDO COMEÇOU.

Dois alunos da Universidade de Stanford. Estudantes de doutorado de ciência da computação. O nome ainda não era Google – o chamado BackRub tinha habilidade em rastrear links da internet – sim, a essência já estava presente desde aquele momento. Sergey Brin, um russo de 23 anos e Larry Page, esse sim americano, de 24 anos, batizaram oficialmente seu projeto de Google em 1997 apenas.

O poder dessa ferramenta inicial era enorme. Não estamos falando das oportunidades que ela dava. A única que existia você já sabe, porque leu acima. Estamos falando de impacto. A internet da universidade inteira parava por causa do Google. Todo mundo queria fazer uso de sua parcela da banda larga que não era aquelas coisas naqueles tempos e deixava a rede congestionada num estalar de dedos.


CAPÍTULO 2: DE LÁ PARA CÁ.

Sucesso é bom. Ninguém duvida disso. Agora, existe um lado que pode não ser tão positivo por trás de todo sucesso: a necessidade de estrutura e investimento. Quando a demanda vence a oferta, você precisa tomar uma atitude e dar suporte ao que o jogo reserva.

O projeto claramente precisava de um novo espaço, uma nova sede. Porém, todo mundo se via individado naquele momento. Andy Bechtolsheim surge como uma alma salvadora para o Google. 100 mil dólares vieram da mão dele e garantiram o rumo de tudo. Entretanto, surgiu um problema: o cheque do investidor estava destinado ao Google Inc., que por acaso, não existia. Um belo motivo para que a empresa fosse fundada oficialmente: California – 4 de Setembro de 1998 – Google Inc.

Com a empresa registrada, a dupla resolveu sair dos dormitórios da universidade. A garagem da casa de uma amiga foi o local escolhido para abrigar as ideias e computadores da empresa [Veja acima]


CAPÍTULO 3: RELEVÂNCIA.

No final do primeiro ano de existência concreta, o Google já tinha uma média de 10.000 requisições ao dia. Os veículos não perdiam tempo. Todo mundo falava disso. Faziam questão de deixar claro que o sucesso da plataforma era iminente.

Nesse capítulo, o fato mais importante é que o Google mudou sua cara. Não seu visual, mas a sua capacidade começou a demonstrar indícios do que se teria hoje. Ao invés de mostrar páginas em ordem aleatória, a relevância foi adotada como diferencial. Mas o que era a relevância? Se hoje em dia não é nada muito especial – porque já esperamos – na época era inédito.

Algoritmos matemáticos e programas multitalentosos  eram os responsáveis por permitir a varrição de conteúdo dentro de toda a rede da internet e organizar em ordem os dados.


CAPÍTULO 4: A CADA ANO, UMA NOTÍCIA BOA.

O que aconteceu com o Google a partir de 1998, foi simplesmente um compilado de transformações. A começar pelo ano de 1999: com apenas 8 funcionários, isso mesmo: 8 funcionários – surge a decisão de migrar a sede para Palo Alto, cidade californiana. Um lugar que reservaria belos momentos para a empresa.

Em 2000, surge a mina de ouro. Aquilo que monetariamente seria um passo enorme. Google Adwords. Para quem não sabe, os anúncios de palavras-chave que colorem suas buscas com soluções de diversas naturezas. Para melhorar tudo, ele já vinha com o bônus para anunciantes desde aquele momento: era permitido ativar as aquisições com cartão de crédito, segmentar as palavras-chave e obter feedback de desempenho.

No mesmo ano (e que ano) o Google passou a ser o motor de busca da Yahoo!. Grandioso? Para os olhos de quem lê, talvez não muito. Mas surpreenda-se: 1 bilhão de URLs foram alcançadas naquele momento, paralelamente ao novo parceiro adquirido. Tornou-se assim, o maior sistema de busca em termos de popularidade.

Não para por aí. 2001 – O mundo sendo impactado pelo Google – o furacão que não tem nome de gente. Estava na hora de se adaptar ao mundo. Mas como assim se adaptar? O que faltava? Já não estava bom o fornecimento constante de respostas? Não. não estava. Faltava falar a língua das pessoas. E quando eu digo falar a língua, é literalmente falar a língua. 26 idiomas diferentes foram alcançados nesse ano, tornando o dialeto da busca, mundial.


CAPÍTULO 5: DEDO DE OURO

Tudo que saía do Google fazia sucesso, querendo ou não. Em 2002, uma filosofia nova implantada por alguns gênios (ainda não sabiam, mas eram) fez com que surgissem novas oportunidades.

Engenheiros e funcionários botando a criatividade pra funcionar. Era basicamente essa a ideia. Se tornou permitido, do nada, o uso de 20% do tempo de trabalho para pensar em algo novo, que fugia do projeto principal.

E foi nesse contexto que surgiram alguns queridinhos em escala mundial. O Google Notícias, o Orkut – febre adolescente que bombou durante alguns anos –  e o GMail que dispensa comentários.


CAPÍTULO 6: WALL STREET

A companhia não parava de crescer. Em 2004, a marca de 6 bilhões de ítens de pesquisa foi atingida. Além disso, índices como 4,28 bilhões de páginas da web e 880 de imagens foram ao papel, ilustrando o que todos sabiam mas não tinham provas: a enorme capacidade de crescimento e alcance do Google. Era a oficialização do fenômeno.

Com toda a repercussão, a linha de frente decidiu capitalizar suas ações. Uma oferta pública inicial foi feita. Mais de 19 milhões de cotas de ações ordinárias Classe A. O preço? 85 dólares por ação. Um gigante do mercado financeiro se via nascendo ali. Naquele momento.


CAPÍTULO 7: EXPLORANDO O MAPA.

2005 marca a história do Google em São Paulo. O primeiro escritório da empresa foi aberto na cidade. Além disso, a primeira versão de algo que seria muito bem visto no futuro, foi testada. O Google Maps adentrou a Europa, passando pela França, Alemanha, Itália e Espanha.

Já se via reflexos, nesse mesmo ano, do ambiente descontraído que era instaurado nos escritórios da empresa. Os googlers, como eram chamados, criaram, em 2005, o “Dia do pijama” – a maioria vestia roupas de dormir e alguns opositores vestiam ternos. O que importava era a liberdade. Afinal, uma empresa séria não precisava ser séria em todos os momentos.


CAPÍTULO 8: PASSANDO DA CONTA.

2008.Um trilhão de URLs únicos atingidos. As páginas da WEB cresciam mais de um bilhão por DIA. Já não dava para mensurar o crescimento. Era melhor deixar rolar, e ver o que acontecia. Não tinha mais volta. O Google tinha dominado a rede.

Em 2011, algo inédito. 12,5 bilhões de dólares tornaram a aquisição da Motorola por parte do Google, a maior da história. Uma disputa com a Apple começava, porque naquele momento ambos dominavam o sistema de produção de celulares do começo ao fim.

Entretanto, a aposta foi pelo ralo. A Motorola só rendeu prejuízos. Assim, o Google repassou para a chinesa Lenovo por 2,9 bilhões – muito menos do que havia pagado de início. Para compensar a compra mal feita, em 2013, o Waze foi a atração da vez. 1,3 bilhões de dólares.


CAPÍTULO 9: A ESSÊNCIA

É claro que a história do Google não parou em 2013. Mas essa é apenas a base da sua trajetória. Muitas aquisições, invenções e mudanças foram feitas nos últimos quatro anos. Mas, a conclusão de tudo é a seguinte – e começa com uma pergunta: o sistema de buscas do Google é efetivo? Inegavelmente. Mas é apenas a vitrine. É a porta de frente, quando se tem muito dentro da casa – que é muito bem decorada e mobiliada.

O ponto forte do Google é maior do que isso. Sua gama de produtos obtém sucesso porque sua equipe sabe ver o que o internauta precisa, e seu tamanho financeiro faz com que o fornecimento do alimento para essa necessidade, seja possível e monetariamente viável.