Toyota e o carro de dois volantes

UMA SOLUÇÃO NADA CONVENCIONAL PARA TENTAR DIFERENCIAR A TECNOLOGIA À QUAL TODOS ADERIRAM

Carros autônomos. Um assunto que ronda as atuais tendências automotivas tanto quanto os elétricos. A maioria das marcas vêm realizando um rodízio entre novidades e experiências para saírem na frente, ou, pelo menos, não ficarem para trás. 

COMO NADA QUE VOCÊ JÁ VIU

Uma solução que a Toyota apresentou recentemente, com o objetivo de diferenciar seu modelo autônomo, traz uma natureza peculiar. Para facilitar a transição entre um piloto humano e um piloto autônomo, dois volantes foram posicionados, ao invés de um só. Isso mesmo, dois volantes. Você já tinha visto algo parecido? Aposto que não.

A versão do autônomo não traz a marca da Toyota. O modelo é um Lexus, que já vem sendo testado há um tempo, nas ruas dos Estados Unidos. Ele foi o escolhido para o teste de duas tecnologias específicas. Ambas vêm sendo desenvolvidas pelo Toyota Research Institute e levam os nomes de Chaffeur e Guardian.

A TECNOLOGIA

O Chaffeur é uma tecnologia capaz de restringir a atividade dos carros nas áreas que se pretende. Isso quer dizer: o carro só funcionaria em um espaço delimitado, como rodovias e alguns espaços da cidade. Já o Guardian, reforça a segurança. O monitoramento de todo o ambiente ao redor do carro (externamente) é viabilizado por meio dele. Um infravermelho, para melhor a coisa, detecta comportamentos de risco do motorista dentro do carro. Por exemplo, sono e movimentos que possam sinalizar isso.

O foco da Toyota quando o lado autônomo entra em jogo, é convencer todo mundo que os carros autônomos são capazes de perceber muito mais coisas – tanto fora, quanto dentro do carro – do que um carro comum.

INTENÇÕES MAIORES

Falando dos volantes em si, que são os acessórios que chamam a atenção no modelo, a intenção é um puro aprimoramento de segurança. Um operador treinado, em caso de imprevistos na pista, pode assumir o controle de maneira mais rápida. É desse jeitp que a Toyota pretende vencer a concorrência em 2021, data limite que a indústria estipulou para lançamento de modelos 100% funcionais.