4 dicas de gestão financeira para evitar falência

O Brasil está passando por uma crise bastante complexa. Com o dólar em torno de R$ 5,00 e o cenário caótico do novo coronavírus, a maioria dos negócios sofrem recessão. Entretanto, este momento pode ser ainda pior para empreendedores que não contam com a organização. Muitas vezes, não há um plano B, o que acaba levando alguns negócios à falência.

Apesar do desespero que este cenário pode provocar aos administradores menos experientes, com um pouco de organização, disciplina e tempo de dedicação, boa parte dos negócios pode entrar nos trilhos. Separamos uma lista com 4 pontos extremamente importantes que ajudam a manter um empreendimento saudável. Confira:

1. Nunca misturar finanças pessoais e empresariais

Talvez este seja o erro mais comum. Principalmente, em empresas familiares. A separação entre finanças pessoais e o caixa da empresa não só é relevante, mas também se trata de um requisito básico para todo administrador. Isso se ele quiser manter seus negócios devidamente organizados. 

Quando as carteiras se misturam, alguns erros são recorrentes. Por exemplo: retiradas do caixa com intuito de cobrir despesas pessoais, confusões em planilhas de controle financeiro e, consequentemente, total desinformação sobre o progresso do empreendimento.

É fundamental o entendimento de que o caixa da empresa não faz parte da carteira do gestor. Neste mesmo raciocínio, o dono de um negócio também é um funcionário, como todos os outros. Logo, ele deve estabelecer um pró-labore de valor fixo e adequado à realidade, a fim de não prejudicar as finanças do empreendimento.

O jeito mais fácil de fazer isso acontecer é por meio de uma conta jurídica. Isto serve, não só como um estímulo para separar as movimentações, mas também como uma adequação de políticas financeiras.

2.Registrar todos os movimentos do caixa

Muitos donos de negócios se veem de mãos atadas ao perceberem incoerências no caixa. Apesar dos esforços, não encontram, muitas vezes, justificativas para o problema.

Se isso já aconteceu com você, a dica de ouro é: não confie na sua memória. É extremamente importante tomar nota de cada movimento do caixa. Indique detalhadamente valores a pagar e receber, assim como datas e nomes para não se confundir e não fechar o mês no negativo ou criando alguma dívida desnecessária.

Uma rotina valiosa é dedicar de 10 a 20 minutos para organizar a planilha de valores. Poucos minutos de cuidado diário podem evitar uma avalanche quase incontrolável no final do mês.

3.Entender a diferença entre custos e despesas

Entre as movimentações do caixa, na tabela de gastos existem custos e despesas. Apesar de serem encaradas como a mesma coisa no jeito popular de se dizer, elas não são na prática.

Os custos são os gastos que variam conforme o volume de produção da empresa, que pode variar mensalmente. Alguns exemplos: matéria prima, entregas e até mesmo os salários do pessoal envolvido.

Já as despesas dizem respeito aos gastos fixos para manter o negócio. Elas independem da produção. Por exemplo: aluguel, luz, internet.

Essa diferença é importante na hora de reduzir gastos. Todo corte deve ser voltado para as despesas fixas, afinal quando os custos são reduzidos, isso significa que a capacidade de produção de um negócio também cai. Na realidade, por outro lado, não existe uma economia.

4. Planejar à curto, médio e longo prazo

Essa etapa só é possível quando os tópicos acima já estão organizados. Já possui uma conta jurídica e controla suas despesas com regularidade? É hora de planejar. O planejamento é essencial para manter a saúde financeira do negócio em momentos de crise – como o que estamos passando. Por fim, contribui para a constante evolução do empreendimento. 

Com o fluxo de caixa em ordem, é possível observar como o negócio está se comportando e elaborar caminhos para alcançar novos objetivos. Por exemplo: quer expandir o negócio, mas precisará de maquinários novos? Estabeleça valores para acumular mensalmente no caixa, separe uma porcentagem para o novo maquinário e outra parte para eventuais crises ou sazonalidades que seu negócio possa enfrentar.

Sem o planejamento, o negócio fica no escuro. Não há uma base para crescer ou se recuperar de alguma instabilidade econômica.

Aplicar esses conhecimentos é essencial para manter um negócio mais saudável e distante dos riscos de falência.